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Saraban e Petersham Nurseries

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Segui rumo a Richmond, um bairro charmoso no suburbio de Londres, num dia frio e chuvoso. E pulando poças de água e com guarda-chuva na mão cheguei a um local bem retirado,  no finalzinho de uma rua.  E alí, nesse lugar chamado Petersham Nurseries com muito verde aguardava a chegada de Valentina e Keiko para um almoço e workshop com Greg Malouf sobre seu mais novo livro Saraban, um livro não somente sobre receitas inspiradas na culinária persa mas tambem sobre a jornada de Greg and Lucy Malouf ( autor e co-author)  pelo Irã.

Petersham Nurseries é, com certeza um dos lugares mais legais que conheci pois é a combinação perfeita do simples, rústico e elegante. Enquanto aguardava a chegada das gurias decidi caminhar entre flores e plantas ainda molhadas, prestar atenção em cada detalhe dentro das estufas decoradas com móveis antigos e sobre estes, velas, acessorios para casa, livros, utensílios para jardinagem…

Em uma das estufas encontra-se uma cafeteria e na outra, bem no fundo, encontra-se um dos restaurantes mais inusitados, com estrelas no guia Michelin e comandado pela Chef Skye Gyngell, uma australiana super talentosa que naquele dia estava a preparar deliciosas receitas retiradas do livro Saraban, de seu amigo e chef favorito, Greg Malouf.

Com piso de chão batido, mesas e cadeiras de madeira, abajures, banquinho com almofadas, cesto com algumas cobertinhas para os clientes esquentarem o colo nos dias frios, o restaurante do Petersham Nurseries é o lugar perfeito para alguém apaixonada por lugares rústicos, que transmitem pureza, tranquilidade. Foi amor  a primeira vista!

Ao meio dia fomos recebidas com uma taça de champagne Rose e em seguida foi nos servido a primeira entrada. Um prato com Borani Bademjan, um pure de beringela defumada com nozes ou como muita gente conhece, o baba ganouch;  pure de espinafre com turmerico e passas douradas; creme de iogurte e queijo feta com ervas e lascas de pão persa, este último, por causa do glúten, foi retirado.

 

 A segunda entrada foi uma deliciosa salada de lascas de pepino com romã, queijo feta, ervas frescas, lascas de amêndoas e pétalas de flores, tudo bem regado com um bom azeite de oliva. O prato principal foi uma deliciosa e suculenta codorna com açafrão, cenoura e grão de bico.

Para sobremesa foi nos servido um sorvete de buttermilk com compota de frutas secas. Uma combinação super gostosa embora bastante doce. E como não poderia faltar em qualquer almoço persa ou libanês, chá de folhas de hortelã.


O almoço foi perfeito não somente pelos deliciosos pratos que nos foram servidos  mas também pela conversa gostosa de 3 blogueiras apaixonadas por comida.

Logo após o almoço seguimos para uma outra estufa onde aconteceria o workshop com Greg and Lucy.  Falarei sobre Saraban e o workshop em um outro post.

 

Petersham Nurseries

Church Lane
Off Petersham Road
Richmond
Surrey
TW10 7AG

 

Sequilhos sem glúten de leite condensado com coco

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Brasileirissima! Acho que essa é a palavra que mais define essa receita.

 Esse era um dos biscoitos que adorava comprar em feiras de produtos coloniais. Lembro de  uma feira em Niterói, RJ onde tinha uma banca muito charmosa e popular, repleta de cestas cheias de sequilhos de diferentes sabores e cores.

 Sempre gostei de feiras que vendem produtos caseiros e daquelas lojinhas de beira de estrada, parada sempre obrigatória. Subindo a serra, alguns quilômetros antes de chegar em  Teresópolis tinha uma lojinha maravilhosa que vendia legumes, frutas, goiabada cascão, doce de leite e lembro que sempre que passava por lá parava para comprar alguma coisa.  Outra que me vem na memória era a Maquiné, doces caseiros na Rota do Sol entre Osório e Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul. Quando morava em Porto Alegre passava alguns dos finais de semana na casa da praia em Capão e os pés de moleque da maquiné eram deliciosos, sem falar na bala de banana, uma das minhas paixões.

Na rodovia entre Viena e Republica Checa paramos num restaurante/lanchonete de beira de estrada que lembrava muito das lojinhas coloniais que encontramos no Brasil e com muitas opções de comida sem glúten. Além de deliciosas comidas, a vista era outro ponto a mais.

 

 

Mas a receita de hoje foir tirada so site Rio Sem Glúten e foi feita num dia chuvoso para acompanhar meu chimarrão.

 Sequilhos sem glúten de leite condensado com coco

500g de amido de milho

3 ovos inteiros

1 lata de leite condensado

1 xícara de chá de coco ralado

3 colheres de sopa de margarina

1 colher de sopa de fermento em pó

Preparo: 

Misture todos os ingredientes numa tigela, amassando bem com as mãos, até obter uma massa bem homogênea. Faça bolinhas pequenas. Coloque-as em assadeira, lado a lado. Asse em forno médio, aproximadamente 180 graus, por cerca de 15 minutos. 

Rosenberger Restaurant em Viena

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Rosenberger é um restaurante no estilo self sevice situado no coração de Viena, perto da Opera House e na rua de fundo do Hotel Sacher.

É uma das opções para quem está em busca de uma refeição rápida já que não precisa esperar pelo garçom e o preço é acessivel. O preço depende do prato. O meu prato de saladas, arroz, grelhado + um refri custou em torno de € 12.00.

 O buffet possui uma variedade muito boa de saladas, arroz, batatas, peixes (massas para quem não tem problema com gluten). Existe também a parte de grelhados onde o chef prepara um suculento bife ou peito de frango na hora.

Endereco: Maysedergasse 2 , 1010 Wien, Áustria

Alimentação sem glúten em Budapeste, Hungria

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Budapeste é linda e não é por nada que a chamam de Paris do Leste. Uma cidade cheia de história de invasões, muito destruída pelas guerras e disputas, mas que se levantou e que hoje encanta turistas do mundo todo. A Budapeste do imaginário de Chico Buarque e  a que representou Buenos Aires no filme Evita,  é realmente encantadora.

 Do alto, em Buda, um bairro mais residencial, a vista é espetacular principalmente à noite. Em Peste fica a parte cosmopolita com teatros, shoppings, museus, centro financeiro e, dividindo Buda de Peste corre o Rio Danúbio. Passear de barco pelo rio Danúbio, à noite, é imperdivel.

 

E assim, toda charmosa, Budapeste recebe celíacos e intolerantes ao glúten com inúmeras opções de restaurantes e supermercados.
Fiquei hospedada no Novotel Centrum que fica bem localizado e oferece café da manhã sem glúten.

Na frente do hotel, um supermercado com alguns produtos sem glúten dentre eles biscoitos doces e salgados, frutas, queijos, frios. Super prático principalmente quando as pernas imploram o caminho de volta ao hotel. Basta passar no mercadinho e comprar alguma fruta, queijos, biscoito sem glúten e fazer o lanche no quarto do hotel.  Queijos e vinho sempre caem bem.

Embora nas minhas pesquisas encontrasse várias opções de restaurantes que servem comida sem glúten  e  que poderia visitar muitos deles,  minhas refeições em Budapeste se resumiram em saladas, frutas, biscoitos, queijos e frios, ou seja, refeições ultra rápidas. A outra razão é que muitos dos pratos tradicionais dos países do leste europeu são feitos com repolho e páprica e está aí algo que não curto. Isso não significa que a comida não seja gostosa, é apenas questão de paladar.

Budapeste tem muita coisa para o turista visitar, ver e dependendo do tempo que ficar na cidade terá que optar entre a gastronomia e o lado cultural. Às vezes eu planejava almoçar  ou jantar em determinado restaurante, mas muitas vezes a fome chegava quando eu estava em   um local totalmente oposto ao que eu planejara  por isso eu acabava beliscando um biscoito que tinha na bolsa ou comendo alguma fruta.

Outra dica é sempre ter junto o cartão para restaurantes, traduzido para o Húngaro embora muita gente fale inglês lá. De qualquer forma,  “Glutenfrei” significa “sem glúten”.

Não existe nenhum lugar exclusivamente Glutenfrei mas deixo aqui a relação dos lugares que freqüentei e lugares que encontrei nas minhas pesquisas:

New York Café

Perto do Novotel encontra-se também um  dos cafés mais famosos de Budapeste, o New York Café, onde jantei uma ceasar salad com peito de frango grelhado que o chef preparou sem os croutons (torradinhas de pão). Confesso que já comi saladas melhores, mas valeu pelo lugar, cuja decoração é extremamente luxuosa e elegante.

Endereco:
Erzsébet körút 9-11., VII. district,
M2 metro Astoria station, Tram 4, 6
Aberto das 9.00 as 24.00

 

Vapiano

 

Pode parecer estranho eu estar freqüentando um restaurante italiano com massas e pizzas deliciosas, mas para quem gosta de saladas, comida fresca e ver o chef preparando na sua frente, esse é um dos lugares. Infelizmente no Vapiano não tem opção  de massas ou pizzas sem glúten, somente saladas. Para pizzas,o turista terá que visitar a Etna Pizzeria, abaixo.

 

A rede de restaurantes Vapiano vem crescendo bastante e encontra-se em vários países. Ao chegar no Vapiano,  recebe-se um cartão  com o qual obtem-se acesso aos balcões de massas, pizzas ou saladas. O chefe tira  o seu pedido e nesse momento começa a preparação do seu prato, ali, na sua frente e de um maneira bem interativa.  A parte das  saladas fica separada de massas e pizzas. Achei super gostoso o arroz doce com compota de ameixa.

Vapiano Fashion Street

V. kerület

Bécsi utca 5.

Telefone: 411-0864

Vapiano Bécsi Corner
II. kerület
Bécsi út 33-35.
Telefone: 336-0610

Etna Pizzeria

Esta pizzaria oferece pizza sem glúten.

Etna I

1026 Budapest, Gábor Áron út 74-78.

+36-1/391-5839

Website: http://www.etnapizzeria.hu/index.php?lang=en

Etna II

Budapest, VIII. Ker. Baross tér 10.  (perto do Golden Park Hotel)
Tel.: (+36-1) 477-4747

Svábhegyi Restaurant

Estava na minha lista de must go places mas infelizmente não deu para ir. Tem um farto menu de pratos sem glúten(o dono do restaurante e Celíaco), inclusive massas e comidas húngaras.

Költõ u. 30

Pest megye

Email: info@svabhegyivendeglo.hu

Telefone: 391-7356

Cantina Pasta Fresca Étterem

1055 Budapest Markó utca 33. Hungary

Telefone: +36-1/354-02-62

Website: www.cantinapastafresca.hu

Opções de pizzas sem glúten feito com farinha sem glúten Schar.

Plintenburg Étterem

2025 Visegrád, Révkikö

Telefone: +36-30/544-78-77

Website: www.plintenburgetterem.hu/en/etlap

Muitas opções de comida sem glúten no menu.

Csutora Étterem

2484 Agárd, Balatoni u. 131

Telefone: +36-22/370-659

Website: http://www.csutoraetterem.hu/etlap_glútenmentes.html

Tem um menu especial sem glúten com creme de brocolis, peito de frango grelhado com pure de batata, filé de porco empanado…

Supermercados

 Existem vários supermercados espalhados pela cidade como o  INSTERSPAR, CORA, TESCO, KAISER’S e SPAR onde é possivel encontrar produtos sem glúten e pão da marca Schar.

Tem também o Alter que fica em Buda.

Alter
District II,  Keleti Károly utca 15/c

Viena

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                                                                                            (Palácio de Schönbrunn)

Dentre as várias cidades que visitei nesta última viagem, Viena ( Wien, em alemão), foi disparadamente a que mais me encantou. Eu já tinha uma paixão por essa cidade considerada a capital da música e que durante séculos foi a cidade mais importante da Europa. Essa paixão cresceu ainda mais quando definitivamente a conheci e um post é muito pouco para falar sobre a terra da valsa Danúbio Azul, o mesmo rio que corre por Budapeste e Bratislava, dos concertos e operetas, a Vienna de Sissi, de Strauss, Mozart, de Bethoveen, de Freud, do Palácio de Schönbrunn, Viena dos meus sonhos e patrimônio mundial da Unesco.

Andar por Viena é presentear não somente os olhos com a beleza dos edificios e monumentos cheios de pequenos detalhes…….

 

mas o ouvido com músicas que são tocadas por todos os cantos da cidade….

e porque não  presentear o paladar com doces e tortas que só de olhar já deixam a gente com água na boca!

 Foi lá que comi a melhor torta sem gluten na confeitaria Gerstner e que de tão bonita e gostosa tira todo o desejo de provar a tão famosa Sacher Torte abaixo. 

Se perder pelas ruelas de Viena é descobrir lugares encantadores como o Palácio de Belvedere, residência de Verão do Príncipe Eugénio de Sabóia, o Parlamento, a feirinha ao ar livre,  encontrar dezenas de charretes pelo caminho, se encantar com a prataria na vitrine da loja ……

e fechar a noite caminhando pelas ruas iluminadas…

E agora, fico aqui ansiosa contando os dias para revê-la novamente no Natal.

Cartões para Restaurantes

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Viajar, conhecer novos lugares, novas culturas é muito legal. Provar uma culinária diferente é melhor ainda. Mas, para quem tem intolerância ao glúten e outros alimentos, viajar nas maioria das vezes gera uma ansiedade e um stress muito grande, principalmente quando viajamos para um país onde não dominamos o idioma.

Quando fui trabalhar no Cazaquistão a única palavra que eu sabia dizer em russo era spasibo ou rakhmet in Kazak e que significa obrigado. Antes de ir, pesquisei muito sobre alimentação sem glúten em Atyrau, a cidade onde iria ficar e nada de encontrar respostas. O desespero foi tomando conta e foi então que descobri esses cartões que explicam sobre a alergia ao glúten traduzidos em várias línguas. São super handy pois além de nos ajudarem a nos fazer entender num restaurante, supermercado nos dá a sensação de alívio e segurança. Pois se já é difícil se fazer entender na própria língua, imagina numa outra que não dominamos. 

Existem vários websites na internet que disponibilizam esses cartões como nesse site do Celiac Travel, Special Gourmet e Gluten Free Passport. Basta apenas imprimir e ter sempre na bolsa durante a viagem.

No meu caso, já deu certo em Russo, Árabe e Francês e nao estou tendo nenhum problema aqui Leste Europeu . Já estou com os cartõezinhos em Polonês, Alemão e Húngaro na bolsa. Depois volto aqui

Quem quiser pode me seguir pelo twitter ali na barra latera do blog.

Bife Rolê e Tewin Bury Farm Hotel

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Tenho uma vontade gigantesca de morar no interior mas ainda me falta coragem de enfrentar uma longa jornada diária casa-trabalho, trabalho-casa. Por isso, sempre que posso dou uma escapadinha para o countryside e lá respiro ar puro, vejo muito verde, vaquinhas, ovelhinhas, dirijo pelas estradas estreitas e fico boquiaberta com a paisagem que vejo.

Foi num final de semana desses que partimos para a região de Hertfordshire para passar o final de semana no Tewin Bury Farm Hotel. Um hotel fazenda aconchegante perto da pequena e charmosa cidade de Welwyn Garden City e Hatfield. Um pouco diferente dos hotéis-fazenda que temos no Brasil já que neste não tem animais, nem passeios de cavalo nem piscinas… mas para quem estava em busca de silêncio, ar fresco, muito verde, comforto e tranquilidade, o Tewin foi o lugar certo.

O lugar é muito procurado para festas de casamentos que são feitas nos diversos celeiros existentes na fazenda. Naquele dia tinham 2 mas, como ficamos na casinha no alto da colina, não ouvimos nenhum barulho.

Ficamos na casinha Dawley Wood. As acomodacoes são muito confortáveis em estilo rústico muito bonito, com um cheiro maravilhoso de madeira, lençóis de puro cotton e ainda shampoos e body lotion da Molton Brown. 

Caminhamos pelas redondezas do hotel, ouvimos o som dos pássaros, a correnteza do riacho, admiramos a paisagem da janela do quarto….

 …..tomamos vinho e nos deliciamos com o jantar e o café da manhã servido no restaurante que além de ter duas rosettas no guia AA, tem um chef especializado em comida sem glúten!!!

Além de ser um lugar gostoso para quem quer descansar, o hotel oferece, na primera quinta feira de cada mês um jantar com menu totalmente sem glúten.

O clima deixava o lugar ainda mais gostoso. Deixei lá todo o meu cansaço e voltei para casa renovada.

E, como na volta estava com vontade de fazer algo no estilo comfort food, decidi por bife role,  batata gratinada e uma saladinha verde que caiu muito bem. Essa receita é do chef Edu Guedes.

Bife Rolê

Ingredientes:

1 kg de coxão duro em bifes
3 dentes de alho picados
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
200 g de lingüiça tipo calabresa defumada cortada em palitos
1 cenoura cortada em palitos
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola picada
4 tomates sem pele e sem sementes picados
1/2 pimentão verde picado
1 xícara (chá) de molho de tomate
1 xícaras (chá) de água

Preparo:

Tempere os bifes com o alho, o sal e a pimenta-do-reino. Recheie cada bife com a lingüiça e a cenoura. Enrole os bifes e prenda-os com palitos. Aqueça o azeite e doure os bifes. Em seguida, acrescente a cebola, os tomates, o pimentão, o molho de tomate e deixe refogar por mais 10 minutos no fogo médio. Cubra com a água e cozinhe no fogo baixo até que a carne fique macia.

Para o purê, misture em uma panela a batata, a manteiga, o creme de leite e o sal até que fique homogêneo. Deixe apurar no fogo médio por 5 minutos.

Rendimento: 8 porções
Tempo de Preparo: 60 minutos

Chá da tarde sem glúten no Brown’s Hotel

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Quem segue o Delishville versão normal sabe que eu sou apaixonada por chás e todos essas delícias e rituais que envolvem um chá da tarde.

O chá da tarde Inglês é, para mim, uma versão mais requintada do delicioso café colonial do meu querido Sul só que, com um preço bem mais salgado e ao contrário do sul aqui não se come a vontade e não tem uma seleção gigantesca de comida como lá na minha terra.

Aqui em Londres, os famosos e mais requintados chás são oferecidos nos luxuosos hotéis 5 estrelas distribuídos pela cidade. É, com certeza, uma experiência muito proveitosa.

Foi então num sabado chuvoso que segui rumo ao Brown’s Hotel (com porteiros de cartola, fraque e gravata abrindo gentilmente a porta) para um high tea com a doce Valentina.

O Brown’s é o mais antigo hotel de Londres, construído em estilo georgiano, no coração de Mayfair e, contam as estórias que foi o lugar escolhido por Roosevelt para passar sua lua de mel, lugar este em que Agatha Christie baseou-se para escrever ‘At Bertram’s Hotel e, mais ainda, que a Rainha Victoria seguidamente tomava seu chá da tarde lá.

O chá da tarde é servido no The English tea Room, um sal ão bem decorado, com lindos chandeliers, com pianista tocando lindas peças, com mesinhas e sofazinhos, garçons e garçonetes extremamente atenciosos.

Fomos então levadas até a nossa mesinha onde escolhemos pelo chá tradicional. Dentre os 17 diferentes tipos de chá no menu, escolhi pelo Brown’s own Afternoon Blend, um dos chás mais populares da casa e realmente delicioso. Servidos em lindos bules de prata, conferem charme e elegância ao chá.

Não demorou muito e chegaram os deliciosos sanduíches, bolo de frutas, victoria sponge, scones, frutas, pastries, clotted cream e geléia de morango. O garçon muito atencioso virou para mim e disse: para voce temos uma versão especial. Era a versão sem glúten a qual veio em 3 pratos diferentes com 4 tipos de sanduíches feitos com um pão em forma de pequenos brioches. Achei o pão muito gostoso embora um pouquinho borrachudo mas a gente entende o porquê, sem glúten!

No segundo prato tinha dois scones de passas. Com este scone fiquei bastante desapontada pois era extremamente seco mas para dar um jeitinho, nada melhor que clotted cream a qual eu provei pela primeira vez e tem o mesmo gosto da Nata Elegê. No terceiro prato tinha um lindo macaroon de maracujá mas achei um pouco cítrico demais para o meu paladar. Também tinha 1 torta no estilo massa folhada, muito gostosa, 1 sobremesa de crumble de abacaxi e 2 espetinhos de frutas.

O clima no lugar e extremamente agradável e na companhia da Valentina, tudo fica melhor e, quando vimos, já tínhamos conversado por mais de 3 horas.

Os chás da tarde são bem populares por isso é recomendado reservar com antecedência.

Brown’s Hotel,
Albemarle Street,
London, W1S 4BPTel : +44 (0)20 7493 6020 Fax : +44 (0)20 7493 9381
Estação mais próxima: Green Park