February « 2012 « Delishville Sem Gluten

Silvia Kawaguti, a blogueira por trás do blog Não contém Glúten

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Ela é brasileira e mora no Japão. Conheça Silvia Kawaguti, a blogueira que comanda a cozinha blog Não Contém Glúten.  Um blog recheado de receitas sem glúten e sem lactose. Além de deliciosas receitas, Silvia escreve também sobre a doença Celíaca, Artrite Reumatoide e mostra um pouco dos produtos sem  glúten disponíveis no Japão.

 Silvia foi muito bom saber um pouquinho sobre você. Super obrigada!

 

Como descobristes e há quanto tempo segues uma alimentação sem glúten? 

 Minha história é comprida e bem atípica! Eu tenho Artrite reumatoide há quase 7 anos e, já fazia um regime alimentar por conta disso. Pesquisando bastante, já sabia que não seria bom para mim comer  farinha de trigo refinada, então sempre procurava consumir farinha integral. Mas, no ano passado acabei exagerando um pouco e comi muito pão branco, biscoitos, pizza, etc…Resultado : Travei! Travei mesmo, sentia dores muito fortes nas juntas, uma fadiga além da que era normal para mim, e acabei ficando 2 meses de cama. Foi então que a minha mãe comentou com o médico dela, no Brasil,  que eu estava passando mal e ele levantou a questão da Doença Celíaca e da dieta sem glúten. Isso foi em Julho de 2011.

 Além do glúten, tens alguma outra intolerância ou sensibilidade a outros alimentos? Lactose, ovos…

 Eu tenho intolerância à lactose e passei 6 anos sem comer ovos. Voltei há pouco tempo a comer a clara. 

 Qual foi o grande desafio quando começastes a dieta sem glúten?

 Primeiro eu parei de consumir o glúten, depois fui procurar um médico, então tive que voltar a comer 3 vezes até receber o diagnóstico. Finalmente quando eu  comecei a dieta pra valer, eu me contaminava toda hora. Considero que o maior desafio foi este, parar de me contaminar “sem a intenção”.

Moras no Japão, um país com potencial enconômico gigantesco, um grande exportador e importador, mas também com um custo de vida altíssimo. Como é viver sem glúten alí? Encontras produtos com facilidade? Compras online ou consegues encontrar com facilidade no supermercado? É mais barato comprar alí ou através de websites americanos e canadenses?  

 Achar a matéria prima, farinhas e féculas, é muito fácil, e apesar de serem mais caras são acessíveis. O que complica são os produtos industrializados. Assim como eu achava, muita gente pensa que aqui no Oriente o arroz predomina, mas não é bem assim. Em praticamente tudo tem farinha de trigo, chocolates, doces tradicionais, salgadinhos, molhos para salada e macarrão, na maior parte dos embutidos e até no vinagre! Parte das compras eu faço pela internet em sites japoneses mesmo, a outra parte encontro com facilidade em supermercados. Compro polvilho e farinha de mandioca do Brasil em mercados brasileiros aqui na minha cidade.

 Que tipos de farinhas sem glúten você encontra?

 De todos os tipos : Farinha de arroz, farinha de arroz aglutinado, fécula de batata, polvilho doce e azedo, trigo sarraceno, millet, fubá, sorgo, farinha de arroz tipo mochi, araruta, farinha de batata roxa e até goma xantana, fabricada em Okinawa, temos aqui.

 Cozinha japonesa é famosa no mundo todo e oferece pratos saudáveis a base de arroz, peixes e legumes mas também é verdade que o molho de soja (feito a base de soja e trigo) está presente na maioria desses pratos e molhos prontos. Como driblas isso em restaurantes e supermercados?

 É uma situação bem complicada! Em restaurantes de sushi, além do problema do shoyu, tem o fato de agora oferecerem sushi com empanados, então é contaminação na certa. Em outros tipos de restaurante, o menu é 90% inviável por conter shoyu ou sauce, todos com farinha de trigo. Até agora só encontramos um fast-food chamado sukiya, onde o prato principal não leva shoyu, nem sofre contaminação cruzada.  

Eu adoro sushi e aqui em Londres é possível encontrar alguns lugares onde podemos saborear shushi sem glúten e inclusive garçons e garçonetes nos orientam quais os pratos que podemos pedir. Eu sempre levo na bolsa o meu molho de soja sem glúten. Isso acontece com você? É possível comer sushi sem glúten no Japão? Os garçons e garçonetes estão cientes das alergias alimentares?

 A Doença Celíaca ou sensibilidade ao glúten não entra nem na lista de doenças raras aqui no Japão. Talvez, 0,1 % das pessoas saibam o que é glúten. As alergias mais comuns por aqui são : frutos do mar, ovos, maçã, leite e pólen.  Então essa preocupação não existe em restaurantes. Provavelmente em restaurantes tradicionais de sushi, onde é servido apenas sushi de peixes e frutos do mar (nada de empanados), seja possível comer sem susto. Mas, infelizmente custam muito caro, e para mim torna-se inviável.

 Como é a legislação japonesa em relação aos rótulos das embalagens?

 Em alimentos infantis vem uma tabela com o desenho do produto alérgeno, inclusive o trigo, e uma marcação indicando se contém ou não o ingrediente. Nos demais produtos industrializados, parece não ser obrigatório o uso desta tabela, mas todos vem com a descrição clara dos ingredientes e entre parenteses vem dando ênfase para os principais alérgenos, por exemplo este produto contém soja ou contém trigo. Infelizmente é necessário ler a escrita japonesa para decifrar os ingredientes.

Quais as dicas que darias para alguem que está indo de férias ao Japão e precisa seguir uma alimentação  sem glúten?

 Essa pergunta é a mais difícil! Para se ter uma ideia, os tradicionais bolinhos de arroz – o onigiri – que são facilmente encontrados em qualquer loja de conveniência e supermercados, apenas um sabor não contém trigo, o de Ume (ameixa salgada). Pão de arroz, apenas pela internet e é muito caro, vem congelado e ainda por cima é ruim.

Achas que seguir uma alimentação sem glúten no Japão é mais fácil do que no Brasil?

 No dia-a-dia, para a pessoa que prepara a própria refeição, acho que não tem muita diferença. Mas, comer em restaurantes e lanchonetes é muito complicado, para não dizer impossível.

 O que gostarias de encontrar no supermercado e que não encontras agora?

 Eu gostaria que alimentos industrializados, como por exemplo, o bolinho de arroz recheado com doce de feijão, não sofressem contaminação cruzada ou desnecessariamente contivessem glúten no preparo. São alimentos que naturalmente não contém glúten, mas que com a modernidade passaram a ter, infelizmente.

Para finalizar, poderias nos dizer qual a sua receita sem glúten preferida?

 Para eu preparar, gosto muito do bolo de coco, mas para eu comer, a barrinha de frutas secas.

Quiche de legumes com crosta de sobras de arroz -Sem Glúten

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O sol apareceu, o céu está azul e a temperatura lá fora já está aumentando. Isso me faz pensar que a primavera está a caminho. O inverno londrino realmemte não me agrada mas enquanto o frio ainda continua a reinar  aproveito para curtir o domingo e relaxar.  Gosto de acordar cedo e ainda de pijama tomo uma xícara de café. Da janela da cozinha vejo a família Esquilo se exercitando. Pulam de ganho em galho, sobem e descem, dão saltos mortais como se estivem se preparando para as olimpíadas. Até eles sabem a importância de se exercitar.

O movimento dos esquilos, a fumacinha saindo dos tubos de aquecimento das casas, os raios de sol dando bom dia, o som dos passarinhos é mágico, especial, é domingo, e como um bom vinho, deve ser desfrutado, apreciando todos os momentos. É dia de tomar café da manhã de pijama, ler algumas páginas do livro de cabeceira, planejar um almoço mais caprichado, ligar para a família no Brasil, tirar uma soneca e preparar um café da tarde com direito a pão de queijo quentinho ou então, se sobrou muito arroz do almoço usá-lo para preparar uma deliciosa quiche de legumes.

Quiche de legumes com sobras de arroz

Para a crosta:

1 1/2 xícara de arroz cozido

1 ovo inteiro

1 colher de (cha) salsinha picada

2 colheres (sopa) de queijo parmesao ralado (opcional)

Recheio: ( equivalente a duas xícaras)

O recheio pode ser variado e usar o que tiveres dando “sopa”na geladeira. Usei:

Presunto defumado picado ( com salsicha sem glúten também fica muito gostoso)

Queijo Mozzarella ( Pode ser ignorado caso a pessoa tenha intolerancia a lactose

Cenoura ralada (podes usar a cenoura cozinha em cubos)

azeitona picada

Flores de brócolis

Oregano

Cobertura:

1/2 xícara de leite ( podes usar leite sem lactose)

1/4 xícara de creme de leite ( podes substituir por leite ou leite sem lactose)

2 ovos inteiros

Sal e pimenta

Preparo:

Num recipiente misture o arroz, salsinha, ovo e o queijo ralado.  Unte um refratário 21x21cm  ( não aconselho usar os com aro removível pois o líquido da covertura pode vazar) com óleo ou margarina. Com as mais limpas, forre o fundo e as laterais do refrátario para moldar bem.

Coloque a mistura de recheio e por último, despeja a mistura líquida sobrindo todos os legumes. Com uma colher arrume as bordas para que os legumes e arroz fique na  mesma altura e umedecidos com a mistura líquida.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 35 minutos ou até dourar bem.

Pirulitos de chocolate com sementes e nuts – sem glúten

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É raro encontrar uma criança que não goste de chocolate. Eu não conheço nenhuma. Mas conheço várias que fazem cara feia para alimentos ricos em vitaminas e minerais.  

Frequentemente lemos reportagens sobre oleoginosas, frutos secos, sementes e suas propriedades nutricionais, alimentos esses que muitas crianças recusam a colocar na boca.  E como podemos apresentar esses alimentos aos pequeninos?  

Crianças gostam de ajudar na cozinha. Aproveite e alie duas coisas que elas curtem: ajudar na cozinha + chocolate e faça disso uma agradável tarde ensinando-as a fazer pirulitos de chocolate.  

Pirulitos de chocolate decorados com sementes, frutos secos e oleoginosas como castanhas de caju, avelãs, nozes são fáceis de fazer é uma forma legal e divertida de apresentar as crianças alimentos ricos em fibras, omega 3, vitaminas e minerais.  

A nutricionista Noadia Lobao faz uma pequena ressalva: “Nas pessoas com hipersensibilidades é importante que o consumo dessas sementes e oleaginosas não seja constante, e, sim, que seja feito um rodizio com outras sementes para não levar a  uma hipersensibilidade alimentar.”  

Eles nãoficaram lindinhos?  

Agora é com voce!  

  

Pirulitos de chocolate com sementes – sem glúten  

Ingredientes  

400g de chocolate sem glúten (200g chocolate branco e 200g chocolate ao leite ou amargo – picados)  

Sementes de abóbora, gergelim…  

Nozes, avelãs, figos e damascos picados  

Lascas de coco ralado  

Lãminas de amêndoas  

Palitos de pirulito ou picolé  

Fitas para lacinhos  

Preparo:  

Coloque uma folha de papel manteiga e anti-aderente subre uma superficie.  

Para derreter o chocolate podes usar tanto o metodo banho-maria ou o microondas.  

Banho-maria:  

Aqueça água numa penela sem ferver. Desligue o fogo. Coloque o chocolate ao leite picado dentro do refrátario e coloque este sobre a panela . Deixe o chocolate ir derretendo lentamente mexendo até derreter ( repita o processo novamente caso o chocolate não estiver derretido).  Lembre-se: agua eh o maior inimigo do chocolate por issoo refratário deve estar bem encaixado na panela, vedando a passagem de vapor ou respingos de água para o chocolate.  

No Microondas:   

Coloque o chocolate ao leite picado  em um recipiente apropriado para microondas, derreta em potência média por 30 segundos . retire e Mexa o chocolate com uma espátula de borracha.  devolva-o ao microondas por mais 20 segundos, em seguida, mexa novamente . Se ainda não estiver derretido coloque novamente por 10 segundos. E repita o processo até o chocolate derreter.  

Usando uma colher, despeje o chocolate derretido formando circulos (caso achares melhor, podes desenhar circulos/corações no papel com o lápiz – antes de derreter o chocolate). Em seguida coloque o palito no meio de cada circulo de chocolate, dando uma pequena torção. Polvilhe com o sementes, castanhas etc.  

Leve na geladeira para endurecer por 20 minutos.  

Repita o mesmo processo para fazer o pirulito com chocolate  branco.  

Faça um lacinho com fita mimosa em cada pirulito e coloque dentro de potinhos, vasinhos ou use uma maquete de bolo ( feita com isopor e pasta americana) para distribuir os pirulitos.

Focaccia Sem Glúten e Sem Lactose

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Há dias queria fazer focaccia, minha própria receita, mas as últimas  receitas de pães que tenho criado precisam ser testadas novamente, algumas não  deram certo e uma certa desmotivação  andou reinando por aqui. Tenho adaptado muitas misturas de farinhas pois tenho enjoado um pouco da farinha de arroz.

Decidi testar uma receita do Phil Vickery mas como sempre, faço minhas alterações.  Diz ele que esta receita levou sete tentativas para acertar e aqui estou eu modificando-a novamente. Que atrevimento o meu!

Ele não coloca sal na massa pois para ele o sal tende a enfraquecer a estrutura da proteina. Well, eu decidi colocar um pouquinho sim. Nessa massa ele tambem adiciona vitamina C em pó pois acha que ajuda a melhorar a estrutura. Achei interessante esse comentário mas infelizmente não  tinha em casa e por isso não  coloquei. Ele usa mistura de farinha para pão feita com soja, fécula de batata e amido de milho e eu decidi por usar essa nova mistura de farinhas que postei aqui pois ultimamente tenho evitado usar farinha de soja.

A focaccia ficou deliciosa, levemente crocante e bem espojosa por dentro. Simplesmente divina!

Focaccia Sem Glúten

Ingredientes

7g de fermento seco para pão

250 ml de água morna

2 colheres de chá de açúcar refinado

250g de mistura de farinha sem glúten – Delishville clique aqui

1 colher de chá de goma xantana

1 colheres de chá de fermento em pó ( royal)

1clara de ovo em neve

2 colheres de sopa de azeite de oliva

1 colher de sopa de sal marinho

alecrim fresco

Preparo:

Unte com azeite de oliva uma forma pequena retangular ou de pizza.

Num recipiente, misture o fermento para pão, água morna e açúcar. Tampe e deixe em lugar aquecido por 15 minutos para ativar.

Enquanto isso, coloque a mistura de farinha sem glúten, goma xantana, sal, o fermento em pó em uma tigela e misture bem.

Bata a clara até espumar

Quando a mistura com o fermento estiver espumosa, despeje-a sobre a farinha e adicione a clara em neve. Misture bem, somente o suficiente para deixar uma massa homogênea.

A massa ficou bem mole.

Despeja a mistura na forma untada. Unte as maos com oleo e massageie levemente sobre a massa para espicha-la.

Cubra levemente com filme plástico e deixe descansando um lugar quentinho por 15-20 minutos, ou até a massa dobrar de altura.

Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 180 ˚ C.

Uma vez que a massa cresceu, remova cuidadosamente o filme plástico, e com a colher  derrame o azeite de oliva sobre a massa e  polvilhe com o sal marinho grosso e alecrim.

Asse por 15 minutos ou até dourar bem.

Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha. Corte em fatias para servir.

Para armazenar: O pão vai manter por um dia em um recipiente hermético.

Para Congelar: Sim, uma vez resfriado e envolvido em filme plastico.

Mistura de Farinha Sem Glúten – Delishville

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Essa mistura de farinha funciona bem em certos tipos de receitas como pao de lo, foccacia, muffins. Em paes nao funciona devido a grande quantidade de amidos na composicao da farinha o que deixa um pao esfarelento. Em paes devera sem usada uma pequena proporcao em conjunto com outra farinha preparada.

Mistura de Farinha Sem Glúten – Delishville

Obs: Podes fazer metade da receita

200g de Fécula de batata

150g de Amido de milho

40g   de Farinha de arroz

100g de Farinha de sorgo (podes usar amaranto, grao-de-bico ou soja)

60g de Farinha de milho

100g de Polvilho doce

Misture todos os ingredientes e mantenha num recipiente fechado.

Receitas com essa mistura de farinha: foccacia sem glúten, Bolo de coco, ameixa e doce de leite. A querida Silvia Kawaguti do Blog Nao Contem Gluten usou nessa receita de paezinhos que batizou de Pao Delishville.

Cookie crocante sem glúten e sem lactose

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A intenção era fazer cookies que ficassem crocantes por fora e úmidos por dentro. Infelizmente não consegui e logo que os tirei da assadeira pensei que ficariam muito quebradiços mas depois de frios eles mantiveram o formato e adorei o resultado.

O sabor do amendoim e castanhas vem em primeiro lugar dando a impressão que  é apenas um cookie de castanhas mas a supresa vem com o chocolate amargo que aparece logo em seguida dando aquela sensação maravilhosa que todo chocolatra conhece. Depois dele nos supreendemos com lascas de coco, sementes de girassol e muitas vezes quando nada mais parece restar na boca surge um pedacinho de amêndoa de cacau para nos deixar ainda mais encantados.

Cookie crocante sem glúten e sem lactose

Rendimento: 25 cookies aproximadamente

120g de açúcar mascavo

180g de margarina sem lactose

1 ovo

1 xicara de mistura de farinha sem glúten marrom* + 1 xicara de mistura de farinha sem glúten branca** OU 2 xicaras de qualquer mistura de farinha sem glúten.

1 colher (chá) bem cheia de fermento em pó sem glúten

150 g de chocolate sem glúten e sem lactose picado

120 g de mix de castanhas ( misturei castanha de caju, nozes, amendoim, lascas de amêndoas, lascas de coco desidratado, avelãs, amêndoa de cacau ( a quantidade de castanha de caju, nozes e amendoim foi o dobro das demais).

30g de  sementes ( gergelim e girassol)

1 colher (sopa) de caramelo crocante picadinho (opcional) – simplesmente derreter o açúcar sobre papel manteiga ou silpat e deixar esfriar. Depois de frio, quebrar em pedacinhos bem pequenos.

Preparo

Coloque a mistura de castanhas num recipiente e com a bundinha de uma garrafa, triture um pouco para que possa ter um pouco de tamanhos desproporcionais ( um pouco de farelo, pedaços menores e alguns maiores). Se quiseres podes usar o processador.

Na batedeira bata a margarina sem lactose com o açúcar mascavo. Diminua a velocidade e adicione o ovo, as farinhas e o fermento em pó até encorporar bem. Desligue.

Junte a massa o chocolate picado, as nozes e o açúcar caramelizado picado e misture.

Com a massa faça bolinhas e coloque numa assadeira forrada com papel manteiga. De uma leve achatada nas bolinhas e leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente 12 a 15 minutos.

Deixe esfriar nas assadeiras por 5 minutos. Retire os cookies com uma espátula grande de metal e coloque-os em grelhas para esfriar completamente.

Os cookies podem ser guardados em um pote hermético bem fechado por até 1 semana.

Entrevista sobre Intolerância ao glúten para o blog Inteligência Nutricional

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Queridos leitores,

Dei uma entrevista sobre Intolerância ao glúten para o blog Inteligência Nutricional da  nutricionista Renata Merlino.  Quem quiser conferir a entrevista completa, clique aqui.

Bolo Victoria – Sem Glúten, sem lactose e sem ovos

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Esse foi o primeiro bolo sem glúten, sem lactose e sem ovos que testei. Foi uma adaptação de uma receita com glúten mas sem ovos que ganhei de uma professora de sugarcraft.

Decidi por recheá-lo para dar um charme a mais no bolo. Minha intenção era fazer uma versão do Victoria Sponge Cake pois acreditava ter uma caixinha de creme de leite de soja no armário mas, quando fui ver, não achei mais e então acabei usando apenas geléia de morango o que deixou o bolo um pouco doce. O chantilly feito com o creme de leite de soja ajudaria a quebrar o doce da geléia e ficaria perfeito.

Na próxima vez mudarei algumas coisas como por exemplo trocarei a água por suco de cenoura ( sugestão da Ester Benatti) ou beterraba. Substituirei a margarina sem lactose por óleo vegetal.

Para uma versão bolo de chocolate acrescentarei 2 colheres de chocolate em pó sem glúten, água e não suco de cenoura ou beterraba .

Bolo Victoria – Sem Glúten, sem lactose e sem ovos

Ingredientes:

225g de Farinha sem glúten

2 colheres (chá) de fermento em pó sem glúten

175g de açúcar mascavo ( eu não tinha em casa e usei açúcar comum e por isso meu bolo ficou bem “pálido”)

6 colheres de sopa de margarina sem lactose derretida

225ml de água

1 colher de chá de extrato de baunilha

Recheio

Chantilly sem lactose feito com creme de soja bem gelado

Geléia de morango sem açúcar ou morangos frescos

Preparo da massa:

Misture todos os ingredientes e leve para assar numa assadeira redonda e pequena por aproximadamente 45-60 minutos ou ate passar no teste do palito.

Espere esfriar e corte o bolo pela metade.

Passe o chantilly e por cima uma camada de geléia de morango ou morangos frescos.

Cubra o recheio com a outra metade e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Decore com frutas frescas.

Bolo Mousse de Maracujá – Sem Glúten

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 Sempre gostei de fazer bolos recheados e geralmente faço para presentear alguém que está de aniversário no trabalho ou para um evento de caridade ou para alguma amiga. Desta vez resolvi testar a receita do pão de ló da Eliane Beppler que estava na minha lista há muito tempo.

 Adorei o resultado. Um pão de ló levissimo e fofo. Decidi por usar uma mousse de maracuja como recheio mas a sugestão da Eliane é deliciosa, um recheio de doce de leite e abacaxi.

 Eu também mudei o modo de fazer do pão de ló pois acho essa maneira mais fácil e dá sempre certo com os bolos que eu faço para rechear.

 Depois de assado fica uma leve camada crocante/açucarada no topo do bolo e eu sempre removo ela para evitar que ela se quebre na hora de passar o chantilly.

 Como o bolo e bem fofinho aconselho a fazer um dia antes de rechear assim evita que ele quebre na hora de cortá-lo na metade. Eu também congelei esse bolo por uma semana antes de recheá-lo e ele ficou perfeito.

 Depois de assado o pão de ló fica com uma altura em torno de 10cm.

 Pão de Ló sem glúten

 Ingredientes:

6 ovos

200 g de açúcar

110 g de fécula de batata (um pouco mais)

1 colher das de chá de fermento em pó

Extrato de baunilha

 Modo de Fazer:

Bater as claras em neve com o açúcar na velocidade média da batedeira . Quando estiver um merengue firme, coloque as gemas alternadas com a fécula de batata e continue batendo com a batedeira mas em velocidade baixa. Junte a baunilha e o fermento em pó e misture bem..

Despeje em forma redonda (28cm de diâmetro), untada e polvilhada. Leve para assar por cerca de 30-40 minutos a temperatura de 180C ou até passar no teste do palito.

Retire do forno e espere amornar. Reserve.

Mousse de Maracujá

1 lata de leite condensado

1 xícara (chá) de suco de maracujá concentrado

1 lata de creme de leite sem soro

3 claras batidas em neve

1 envelope de gelatina em pó incolor hidratada conforme instruções do fabricante (água quente)

No liquidificador, bata o leite condensado, o suco e misture o creme de leite e a gelatina hidratada e dissolvida de acordo com as instruções da embalagem. Incorpore as claras em neve. Leve a geladeira até firmar.

Geléia de maracujá

1/2 xícara de suco de maracujá concentrado

1 xícara de açúcar

1/2 xícara de água

2 col. (sopa) de amido de milho

Polpa de 1/2 maracujá com as sementes

Dissolva o amido de milho na água e junte com o açúcar e o suco de maracujá numa panela, mexendo bem até dar ponto (fogo baixo). Acrescente a polpa do maracujá, misture bem, apague o fogo e deixe esfriar.

Chantilly:

400ml de creme de leite fresco bem gelado

5 colheres de açúcar aproximadamente pois eu coloco ele aos poucos até chegar no ponto que eu gosto.

Bater o creme de leite com o açúcar. O creme de leite fresco deve estar bem gelado.

Para aumentar o volume do chantilly, resfrie o batedor e a tigela em que o creme de leite vai ser colocado. O melhor é deixar os utensílios no congelador por 1 hora.

 Calda para molhar o bolo:

1/4 de lata de leite condensado misturado com meia xícara de água.

Montagem do bolo: 

Ccorte o bolo formando dois discos e acomode um deles dentro de um aro removível. 

Regue a superficie do bolo com a calda e em seguida espalhe a mousse de maracujá e cubra com o disco restante. Umedeca a parte de cima do disco e acomode bem, apertando levemente se precisar para que a mousse seja distribuída por inteiro.

Com cuidado, remova o aro. Espalhe a cobertura de chantilly por todo o bolo e em seguida decore usando bicos de confeitar.

Coloque cuidadosamente um pouco da geléia de maracujá por cima do bolo e finalize com frutas vermelhas e physallys.

Para dar um toque mágico, com a ajuda de um pincel polvilhe brllho em pó comestivel sobre a decoração.