O futuro que tanto esperamos ter

10 Comments

Maio 2010 – Londres, Reino Unido

( me perdoem a falta de acentos nas palavras)

O espaco destinado a produtos sem gluten e sem lactose nos supermercados esta ficando cada vez maior e sempre tem alguma marca nova ou um lancamento de produto. Esse mesmo espaco que antes ficava no ultimo corredor do supermercado agora ja esta numa area onde ha um fluxo maior de pessoas e bem longe de produtos com gluten. O numero de restaurantes e hoteis que oferecem menu sem gluten cresce cada vez mais. A maioria das pessoas tem uma grande nocao sobre a DC e restricoes alimentares. As Leis vem cada dia mais beneficiando os Celiacos e intolerantes ao gluten. Maquinas para fazer pao ja estao disponiveis com uma funcao especifica para fazer paes sem gluten. E possivel comprar diferentes tipos de farinhas com grande facilidade. O mercadinho da esquina tem farinha de arroz com a mesma naturalidade que ele fornece farinha de trigo. A Goma xantana pode ser encontrada em todos os supermercados. Ja eh possivel comprar aveia sem gluten nos supermercados. Nas revistas de culinarias tem sempre uma ou outra receita sem gluten.

Dois anos atras, quando iniciei minha dieta, a realidade dos supermercados nao era essa. Eram poucos os produtos oferecidos e a maioria com um sabor nao muito agradavel.

Sou muito feliz em morar num pais onde me fornece todas essas opcoes. A vida se torna muito mais prazeirosa e menos estressante.

No Brasil, infelizmente a realidade hoje eh bem diferente do que a da Inglaterra. Nao existe espaco destinado a produtos sem gluten na maioria dos supermercados. Sao poucos os produtos oferecidos comparado com outros paises e o preco eh de deixar qualquer um de cabelo em pe. As pessoas precisam percorrer varios supermercados para poder encontrar os produtos. Goma xantana eh ingrediente de luxo, raro e absurdamente caro.

A maioria dos funcionarios dos supermercados nem sequer sabem o significado da palavra sem gluten e cuidados para evitar contaminacao cruzada. Os donos dos supermercados ainda sao relevantes quanto a colocar um produto sem gluten na prateleira pois acham que alem do preco elevado, aquele produto nao vendera com tanta facilidade, tem validade curta e atingira um grupo que para eles “quase nao existe”. Nem sempre eh possivel encontrar farinha de arroz . 1kg de farinha de arroz num pais que eh um grande produtor como o Brasil custa em torno de R$ 2.84 ( Supermercado Pao de Acucar) enquanto que na Inglaterra, que importa tudo, custa R$ 3.94 ( supermercado Sainsburys), 1 real mais caro. A aveia nao pode ser consumida pois eh totalmente contaminada com gluten.

Ha um grande desconhecimento por parte da populacao em relacao a DC ou intolerancias alimentares. Quantos foram os meios de comunicacao que divulgarem sobre a DC ou intolerancia alimentar nesta semana? Poucos. O motivo eh que rende muito mais falar da vida das celebridades do que falar sobre algo serio. Estampar foto dos ex-bbbs andando por ai ou do vai e vem do jogadro Adriano e sua noiva Joana chama muito mais a atencao do que uma foto de um pao sem gluten.

E o que fizeram os grandes chefs e apresentadores de programas culinarios esta semana de Conscientizacao sobre a doenca celiaca? Nao estou dizendo que eles deveriam fazer algo mas acho que nao custava dar um toque sobre a DC. Nao foi por desconhecimento ou falta de sugestoes de assuntos pois emails, ligacoes, artigos foram enviados.

Isso sao apenas alguns dos grandes desafios que o celiaco ou o intolerante enfrenta no nosso pais.

Nao somente os celiacos mas tambem os fabricantes de produtos sem gluten, principalmente as pequenas empresas pois para colocarem seus produtos em determinado supermercado, principalmente nas grandes redes, precisam vender ao preco ditado na maioria das vezes pelas grandes redes de supermercados o que muitas vezes nao vale a pena para a pequena empresa pois existe um investimento e muitos cuidados especiais quando se fabrica produtos sem gluten. Alem da escassez de materia prima no mercado brasileiro levando a empresa a importar determinados ingredientes, existe anos de estudos e tentativas ate alcancar o sabor, a textura para agradar o consumidor. Os cuidados com contaminacao cruzada devem ser levados a serio afinal, essas empresas estao lidando com a saude das pessoas. O investimento em embalagens que atraem a atencao do consumidor e manteem o biscoito crocante eh outro ponto que deve ser considerado e que agrega valor ao produto.

Mas como estara o Brasil em relacao a DC e aos produtos sem gluten daqui a 5 anos?

Eu sou otimista e acredito que estara muito melhor que hoje. Com a divulgacao e campanhas sobre a conscietizacao da doenca celiaca, o numero de diagnosticos ira aumentar e com isso a procura por produtos sem gluten tambem.

Nao serao somente os celiacos e intolerantes que estarao buscando esses produtos mas um publico ainda maior que o atual que se sentira melhor comendo produtos sem gluten.

O espaco para produtos sem gluten ja estara na maioria dos supermercados pois a lei que semana passada foi aprovada no Estado do Parana, obrigando os estabelecimentos a destinarem um espaco especifico para produtos sem gluten, ja estara em ambito nacional e com um numero maior de produtos e fabricantes.

A briga sera entre concorrentes para garantir espaco nas prateleiras dos supermercados e as grandes redes, vendo que o publico estara pronto e garantido, lancara a sua marca propria de produtos sem gluten e por um preco bem mais barato.

Algums empresas que hoje detem o mercado de produtos sem gluten e podem cobrar altos valores, estarao dividindo o mercado com um numero bem maior de concorrentes e com isso deverao se diversificar ainda mais para se manterem no mercado.

Aquele pao que custa hoje um abusrdo e que muitos celiacos so conseguem comprar atraves da internet podera ser adquirido por um preco bem mais barato no supermercado. Aquele pao podera custar ainda mais barato pois havera uma grande tendencia das grandes redes de supermercados procurarem a empresas solidas, com credibilidade no mercado de produtos sem gluten para fabricarem paes com a marca “Carrefour” “Zaffari” que passara entao a ser vendido por um preco bem mais barato.

Os celiacos que hoje frequentam somente esse ou aquele supermercado e pagam o preco estipulado devido a falta de produtos nos concorrentes terao a opcao de escolher e quem sabe ainda ver o seu produto sem gluten no jornalzinho com as promocoes da semana.

Poderemos encontrar a farinha de arroz com mais facilidade e alem dela a de sorgo, a de grao de bico etc

Os restaurants estarao conscientes da quantidade de pessoas a espera de um lugar confiavel para almocar com a familia e passarao a atrair essa clientela hoje ignorada e passarao a oferecer refeicoes sem gluten. A questao da contaminacao cruzada ainda sera um problema para as pessoas com hiper sensibilidade ao gluten.

Enfim, acredito que havera um progresso sim e ano apos ano estarei voltando a este post para ver o que mudou e espero poder relatar todas essas conquistas aqui.

E que venha o futuro!

Mais uma conquista para os celiacos Paranaenses.

No Comments


As comunidades do Orkut são muito legais e sempre tem novos tópicos sendo discutidos por isso aconselho as pessoas a participarem.

Ontem postei um tópico na comunidade Celiacos do Brasil perguntando se os supermercados no Brasil tem um espaço somente para produtos sem glúten e assim evitam a contaminação cruzada ou se eles são colocados junto a tantos outros produtos.

A maioria dos supermercados não tem espaço destinado apenas a produtos para pessoas com restrições alimentares e em alguns supermercados a farinha de arroz fica ao lado da farinha de trigo!

E foi lá, através do comentário da Raquel que ficamos sabendo que uma nova lei foi sancionada no Estado do Paraná pelo governador Orlando Pessuti.

Trata-se da Lei nº 16.496, que dispõe sobre a exposição dos alimentos destinados às pessoas que apresentam restrições alimentares nos supermercados.

Esta lei, de autoria do deputado estadual Marcelo Rangel, determina que os mercados, hipermercados ou estabelecimentos similares, que possuam mais de três caixas registradoras para atendimento aos clientes, devem designar um espaço único e de destaque para a acomodação dos produtos alimentícios destinados às pessoas com diabetes, intolerância à lactose e a glúten (doença celíaca).

Para o secretário da Justiça e da Cidadania, desembargador Jair Ramos Braga, esta é uma questão de saúde pública, de justiça social e de política pública do governador. “Há muito as dificuldades em se identificar a composição dos alimentos tem produzido muitos prejuízos à saúde dos consumidores que não podem ficar à mercê da falta de informações necessárias ao consumo dos mesmos”, disse.

“Com a lei, eles terão as informações necessárias ao entrar no supermercado e saberão se este fornece ou não esses alimentos; isso é respeito e acessibilidade”, comentou Rangel.

Os estabelecimentos que deixarem de cumprir a determinação receberão multa no valor de R$ 500 a R$ 25 mil, conforme a gravidade da infração e o porte econômico do comércio, além da conduta e do resultado produzido por esta.

Esperamos que o mesmo ocorra nos demais Estados do Brasil.

Matéria sobre a DC na Revista Women’s health

3 Comments

Recebi essa materia da Flavia. Para ler em tamanho maior clique na foto.

Psicologia e Doença Celíaca

4 Comments

Uma vez que o diagnóstico de Doença Celíaca ou Intolerância ao glúten é positivo, uma dieta sem gluten é recomendada de imediato. Isso acarreta uma série de reações psicológicas. Pensar que o pão francês quentinho e crocante deverá sair do nosso café da manhã para sempre nos leva ao desespero e uma difícil aceitação. Para muitas pessoas o problema não para somente alí, com ele vem a depressão, o isolamento ou a sensação de que a vida não tem mais sentido.

Ajuda de um psicólogo que entenda a realidade da DC é muito importante principalmente no início da tratamento.

A psicóloga Aline Ribeiro Mayrink Maia é especializada em Psicologia Clinica e vem trabalhando em parceria com a ACELBRA-MG para dar assistência aos celíacos e também orientar os pais, já que essas mudanças não ocorrem somente na vida do recém-celíaco mas na família toda.

Ela também participou do III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva em Belo Horizonte com o tema “Uma Estratégia da Psicologia Clinica para promover a Inclusão na Doença Celíaca: o trabalho com grupo”.

Em seu artigo a seguir, Aline explica como a psicologia clinica pode ajudar no tratamento do celiaco.
Aline, parabéns pelo trabalho que fazes junto aos celiacos e obrigada pela brilhante contribuição para a Campanha de Concientização sobre a Doença Celíaca.

Psicologia e Doença Celíaca

Uma característica que se sobressai na doença celíaca e em seu tratamento é a grande restrição alimentar imposta à pessoa em caráter permanente. Esse diagnóstico acarreta grandes impactos para a pessoa, exigindo uma série de novas adaptações e mudanças (nos hábitos de alimentação e de vida, em todos os seus aspectos – emocional, biológico, social, financeiro, cognitivo, profissional, espiritual).

A aceitação dessa nova condição nem sempre é fácil. Já de início, os celíacos enfrentam um grande desconhecimento da população em geral em relação à existência da doença. Isso gera certo preconceito, além da escassez de recursos para lidar com tal situação. Algumas pessoas relatam dificuldade de se inserirem em ambientes de escola e trabalho em função do peso do rótulo de uma doença crônica desconhecida, que requer um comportamento específico de restrições alimentares.

Além disso, podemos pensar no papel ocupado em nossa cultura pela farinha de trigo, presente na maioria dos alimentos, principalmente nos industrializados. Sabemos que a alimentação transcende a simples satisfação de uma necessidade fisiológica, possuindo múltiplos significados e envolvendo questões culturais, étnicas, religiosas, estéticas, etc. Assim, a restrição alimentar dos celíacos acaba ocasionando restrições também no convívio social e/ou familiar. Muitas vezes, a necessidade do preparo diferenciado dos alimentos coloca a pessoa em uma incômoda situação de dependência. Com tudo isso, são comuns situações de constrangimento, em que os celíacos são vistos como diferentes de forma preconceituosa e excludente. Outro tipo de exclusão sofrida é a exclusão econômica, uma vez que há pouca oferta de produtos sem glúten no mercado e os que existem possuem um alto custo.

Dentro de todo esse contexto da doença celíaca, o trabalho da psicologia clínica consiste em oferecer uma escuta acolhedora e respeitosa à pessoa e a tudo o que ela vivencia no momento. O objetivo é trabalhar o impacto da doença nos seus aspectos subjetivos, interpessoais, sociais. Através dessa interlocução com o profissional, a pessoa tem a oportunidade de rever seu posicionamento diante do tratamento e da vida, seus hábitos, necessidades, limitações e possibilidades. Nesse processo, os significados relativos à condição celíaca podem ser reconhecidos ou descobertos. O psicólogo atua de maneira a compreender o universo de cada um, em sua singularidade. Assim, pode-se chegar a um maior conhecimento e integração da pessoa, o que possibilita formas mais autênticas de estar no mundo e de lidar com a doença celíaca e suas restrições.

Aline Ribeiro Mayrink Maia
Psicóloga clínica – CRP/04:19773
Contato: amayrink@gmail.com

Hoteis e a falta de informacoes sobre alimentacao sem gluten

1 Comment

Queria poder ter uma varinha magica e num simples toque informar ao mundo, em todas as linguas sobre celiac disease, intolerencia ao gluten, paes sem gluten e assim ninguem mais me olharia com um olhar estranho, assustado, ou muitas vezes ignorando quando pergunto se algo que quero comer contem gluten.>

Queria poder encontrar no buffet do hotel uma cesta com paes e bolos sem gluten, sem ter que perguntar ao garcom que nao consegue entender o que eu estou falando nem mesmo depois de mostrar o papel com a frase traduzida na lingua deles. Entao ele chama o outro garcom, que chama o gerente e que leva meia hora para me dar uma resposta mesmo tendo requisitado meus paes com um mes de antecedencia.

Queria poder encontrar o Samy, o unico garcom egipcio, depois de muitos que me atenderam aqui no hotel e que realmente se preocupou e cuida de mim todos os dias no cafe da manha e no jantar. “Madame”, o seu paozinho ja esta pronto. Essa carne de carneiro ao molho contem gluten, diz ele.

O Samy eh aquele tipo de garcom que faz questao de servir bem, eh simpatico, e que atende bem sem esperar uma bela gorgeta em troca. Ele foi o unico dos garcons que disse “mas a senhora nao precisa me dar gorjeta por causa disso, essa eh a minha funcao”.

Quando chego no executive lounge e vejo o Samy ja fico aliviada pois me sinto protegida. Nao preciso passar pelo constrangimento de perguntar por meu pao sem gluten e ter que repetir a mesma coisa duas ou tres vezes e ver outros hospedes me olhando com um olhar estranho ( eu nao falo alto mas o garcom sim).

Nao estou reclamando do hotel, pelo contrario, eh otimo e me fornece meu paozinho quentinho e delicioso todos os dias, bem diferente do que passei nos dois meses no Cazaquistao. Nao estou dizendo que as pessoas tem obrigacao de saber sobre intolerancia ao gluten mas acho que uma rede de hoteis como Marriott deveria informar seus funcionarios sobre alergias e intolerancias para que assim eles possam orientar melhor os seus hospedes e tornar a estadia mais agradavel e menos preocupante.

Sera que estou pedindo muito?

Essa nao foi a primeira e nem sera a ultima vez que passarei por situacoes como essas mas, isso so mostra que apesar do grande avanco em termos de divulgacao sobre a intolerancia ao gluten e a doenca celiaca principalmente nos Estados Unidos e alguns paises da Europa, ainda precisamos batalhar muito para levar a nossa mensagem adiante. Uma dieta sem gluten para celiacos e intolerantes eh uma necessidade e nao uma escolha.

Mas a gente chega la!

Atitude positiva

No Comments


Seja agradecida que essa condição de intolerante ao glúten ou celíaca, diferente de muitas outras, é tratavel e com um acompanhamento completo, disciplinado é possível desfrutar de uma vida saudável, sem medicamentos ou injeções.

A crianca e a dieta sem gluten

4 Comments


Pizza, ah sou eu sei o quanto é dificil dizer nao a esta deliciosa tentacao. Sabado sai para almocar com uma amiga num restaurante italiano. Pedi um risotto de lagosta mas minha boca salivava só ao olhar a parte de pizzas do cardapio. Nao, nao posso.

Na mesa ao lado, sentava um casal bem novinho se delicindo com pizza de pepperoni (a minha preferida). O cheirinho era tao forte e gostoso que simplesmente tirou minha concentracao. Eu comi a pizza deles somente com meus olhos.

Isso tudo me faz pensar o quanto preciso me policiar e dizer nao para inumeros pratos mesmo sabendo o quao desagradaveis sao os sintomas que eles me trazem. Sou adulta mas e quem é crianca, como consegue isso tudo? Como é ter uma familia onde apenas um é intolerante ou celiaco?  Como explicar a uma crianca a importancia de evitar o gluten, que  a comida dela é diferente da do coleguinha sem deixa-la com fobia e sem sentimento de ser diferente das demais criancas? Como fazer com que a crianca tenha uma vida normal  na escola, nas festas, nos jantares sem que ela sinta esse cuidado obsessivo com o gluten em cima dela?

Acredito que manter uma dieta para uma crianca celiaca onde o resto da familia nao é  deve ser algo muito dificil e os indices mostram que a cada ano cresce ainda mais o numero de criancas celiacas. A doenca celiaca ou intolerancias tem se tornado uma das diseases mais comuns nas criancas.

Mas, com paciencia, amor, didatica e uso da psicologia a crianca,  aos poucos, ira aprender que nao existe comida ruim, apenas a nossa barriguinha que nao consegue digeri-la e, que uma molecula de gliadina eh tao ruim quanto milhares delas mas, isso tudo sem traumas, sem fobias.

Desculpem  a falta de acentos …

Alergia X Intolerância X Doença Celíaca

No Comments
Alergia, intolerância e doença celíaca são muitas vezes confundidas porque produzem alguns sintomas semelhantes e tem, muitas vezes, o mesmo alimento em comum mas, na verdade são muito diferentes e por isso acho que se faz necessário uma breve explicação sobre isso.
Nas alergias alimentares em geral, o sistema imune do organismo reage imediatamente a determinados alimentos como se fossem potencialmente perigosos, mesmo ingerindo uma quantidade mínima. Diversos sintomas podem ocorrer durante uma reação alérgica, porém as mais frequentes são as cutâneas e respiratórias. Em casos mais graves ocorre anafilaxia, uma resposta aguda a ingestão de um alimento, que pode incluir dor abdominal, náusea, vômitos, cianose (extremidades arroxeadas), queda na pressão sanguínea, dor torácica, urticária, diarréia, choque e morte, caso o paciente não seja socorrido a tempo.
A intolerância alimentar, é uma doença muito mais comum, não é uma reação alergica, não involve o sistema imunológico mas constitui uma resposta física, um efeito indesejável causado pela ingestão de um determinado alimento. Em outras palavras, o organismo não possui uma enzima necessária para digerir os alimentos e isso causa então uma perturbação gastrointestinal, gases, náuseas, constipação etc. Esses sintomas, são totalmente diferentes de uma alergia mas causam uma má qualidade de vida ao indivíduo. Muitas pessoas passam a vida inteira com intolerância sem saber.
As alergias e as intolerâncias alimentares costumam ser bastante óbvias, apesar de nem sempre ser fácil distinguir uma verdadeira alergia de uma intolerância.
Além da confusão envolvendo alergia e intolerância, há uma certa confusão entre a alergia ao trigo e a doença celíaca ou alergia ao glúten como muita gente fala. Elas não são a mesma coisa e muitos artigos escritos não deixam esta questão bem clara. A doença celíaca não é considerada uma alergia alimentar e sim um distúrbio causado por uma reação à gliadina – um componente do glúten presente no trigo, centeio, aveia e cevada. A gliadina provoca lesões no intestino, interferindo negativamente na absorção dos nutrientes, podendo até causar hemorragia intestinal. Outras manifestações desse distúrbio são cãibras musculares e fraqueza. Assim, o indivíduo que tem a doença celíaca não pode ingerir alimentos que contenham glúten. O glúten pode estar presente nos alimentos tanto como ingrediente básico (isto é, apresentado como trigo, centeio, aveia ou cevada), quanto adicionado na forma de um derivado, quando o alimento é preparado ou processado. Sendo assim, é muito importante ler o rótulo dos alimentos cuidadosamente.
*Este post não deverá ser tomado como orientação médica.
Nenhuma informação neste post ou blog deverá ser tomada como orientação medica. Caso te sintas familiar com alguns dos sintomas acima, procure o médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer dieta de exclusão alimentar.